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Digital Signage em Hotéis: Guia Prático

Hoteligy ·
Digital Signage em Hotéis: Guia Prático

Os ecrãs do hotel estão lá há anos, mas poucas propriedades tiram deles um rendimento real. Mostram o logótipo, o horário do pequeno-almoço e pouco mais. Entretanto, o hóspede passa por eles várias vezes ao dia sem receber qualquer estímulo relevante que o leve a reservar no spa, jantar no restaurante ou aderir a uma oferta de upselling.

O problema real com os ecrãs digitais na maioria dos hotéis

O digital signage em hotéis tem um problema de gestão, não de tecnologia. As equipas de operações costumam herdar sistemas desconectados: um ecrã na receção que depende de um computador local, outro no lobby gerido a partir de uma conta de utilizador que ninguém se recorda, e os monitores do restaurante com um PowerPoint em loop do ano anterior.

O resultado é conteúdo desatualizado, comunicação inconsistente e uma oportunidade perdida de forma sistemática. Se o hóspede chega ao hotel e o primeiro ecrã que vê mostra uma promoção caducada ou uma atividade que já não existe, a mensagem que recebe é o oposto daquilo que se pretende transmitir.

Do ponto de vista do TRevPAR, os ecrãs digitais são um dos canais com maior potencial para ativar ancillary revenue porque impactam o hóspede no momento exato em que já se encontra dentro do estabelecimento. A intenção de compra nesse contexto é muito mais elevada do que em qualquer comunicação anterior ao check-in.

O problema não é a falta de ecrãs. A maioria dos hotéis de quatro e cinco estrelas tem a infraestrutura. O que falta é uma camada de gestão centralizada que permita publicar conteúdo relevante no momento certo, segmentar por zona do hotel e medir quais as mensagens que geram conversão real. Sem essa camada, o digital signage transforma-se em decoração cara.


O que deve fazer um sistema de sinalização digital bem configurado

Um sistema de digital signage útil para hotéis resolve três coisas: gestão centralizada de conteúdo, segmentação por localização e sincronização com a operativa do hotel.

A gestão centralizada significa que a equipa de marketing ou direção pode atualizar todos os ecrãs a partir de um único painel, sem depender de suporte técnico nem de aceder fisicamente a cada dispositivo. Quando há uma alteração de horário no spa ou se lança uma promoção de última hora para encher mesas no restaurante, o tempo de resposta tem de ser imediato.

A segmentação por localização é igualmente crítica. O conteúdo que faz sentido na entrada do spa não é o mesmo que funciona na zona de piscinas ou nos corredores dos quartos. Um hóspede que acabou de sair do ginásio tem uma predisposição diferente de um que está à espera do elevador com a bagagem. O sistema tem de permitir programar conteúdo diferente para cada ecrã ou grupo de ecrãs sem complicações.

A sincronização com a operativa do hotel é o terceiro fator. Se o restaurante tem disponibilidade ao almoço, o sistema deve conseguir mostrar essa mensagem nos ecrãs do lobby em tempo real. Se há uma atividade com vagas no mini clube, que apareça nas zonas de passagem de famílias.

O módulo de Digital Signage da Hoteligy permite gerir todos estes cenários a partir do mesmo CMS que controla os restantes touchpoints digitais do hotel, o que evita trabalhar com sistemas paralelos e facilita que a mensagem seja consistente em todos os canais.


Como aplicar digital signage em hotéis de forma prática

A implementação eficaz passa por definir primeiro qual é o objetivo de cada ecrã antes de pensar no conteúdo. Não é a mesma coisa um ecrã de informação na receção, um na zona de restauração ou um no corredor dos tratamentos do spa.

Receção e lobby: aqui o objetivo é duplo. Por um lado, reduzir a perceção de espera durante o check-in com conteúdo de boas-vindas e serviços do hotel. Por outro, ativar primeiras reservas: jantar do primeiro dia, tratamento de boas-vindas, atividades programadas. Um hóspede que acabou de chegar está recetivo e tem toda a estadia pela frente.

Zonas de restauração: o digital signage em buffets e restaurantes tem um impacto direto no ticket médio. Mostrar sugestões de harmonização de vinhos, menus especiais do dia ou a disponibilidade de mesas no restaurante à la carte ativa decisões de compra no momento de maior recetividade. As etiquetas digitais de buffet complementam esta abordagem com informação sobre alergénios e descrição de pratos, reduzindo ainda as consultas ao pessoal.

Spa e zonas de bem-estar: conteúdo de produto bem apresentado, com imagens de qualidade e disponibilidade real de tratamentos, converte melhor do que qualquer brochura. Se o sistema estiver integrado com o módulo de reservas, o hóspede pode ver no ecrã que há uma vaga para uma massagem em duas horas e agir de imediato.

Corredores e zonas de passagem: o tempo de exposição é curto, por isso a mensagem tem de ser direta e visual. Promoções flash, lembretes de horários de atividades ou mensagens de cross-selling entre serviços do hotel funcionam bem nestes espaços.

Programação por franjas horárias: um dos usos mais subaproveitados é a programação automática de conteúdo conforme a hora do dia. Um mesmo monitor pode mostrar informação do pequeno-almoço buffet às 8h00, a oferta da piscina ao meio-dia e a carta do restaurante nocturno às 19h00. Esta lógica melhora a relevância da mensagem sem qualquer esforço operacional adicional uma vez configurada.

Métricas para avaliar o desempenho: o digital signage não é apenas comunicação, é um canal de vendas. Monitorizar se as reservas de spa ou restaurante aumentam em franjas horárias correlacionadas com campanhas em ecrã permite ajustar a estratégia com critério. Se o GOP do departamento de F&B melhora após a implementação de ecrãs nas zonas de restauração, há uma relação que merece ser escalada.


Conclusão

O digital signage em hotéis só gera valor quando há uma estratégia por trás: conteúdo relevante, segmentado por zona e sincronizado com a operativa real do estabelecimento. Sem isso, os ecrãs são um custo de manutenção. Com isso, são um canal ativo de ancillary revenue que trabalha 24 horas por dia sem intervenção da equipa.

Se o seu hotel já tem a infraestrutura instalada, o próximo passo é a camada de gestão que a faz funcionar de verdade.

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